sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Tudo era apenas uma brincadeira...

... e foi crescendo, crescendo, me absorvendo e de repente me vi assim, completamente...

Dizem que os opostos se atraem. De certa forma eu concordo. Acredito, porém, que para que duas pessoas se sintam atraídas devem ter algumas coisas em comum. Quando conseguimos encontrar alguém que tem mais coisas em comum do que opostas costumamos nos envolver e começar um relacionamento.
Quando, pelo contrário, as diferenças são gritantes demais nenhum dos dois manifesta qualquer tipo de interesse e nada nasce da interação entre ambos.
Existem as exceções e, assim como os meios-termos, eu as amo e as odeio. Que acontece quando existem muitas coisas em comum e uma diferença primordial que impede um sentimento de se desenvolver?
Como adivinhar pensamentos alheios para possivelmente ajudar a retratar e reformular nossa própria realidade? Apenas algumas dicas, pequenas informações, uma deixa qualquer que ilumine as idéias.
Pensar sozinha em soluções que compreendem sentimentos (ou não) alheios é difícil. Corre-se o risco de fazer uma avaliação errônea e partir para um caminho confuso.
Não é de meu interesse ser egoísta a tal ponto de modificar uma pessoa a meu bel prazer. Muito menos forçar situações desnecessárias. As soluções fogem de minhas mãos. E porque soluções? Porque melhor resolver uma situação racionalmente, antes que seja tarde e as emoções ceguem a mente.
Talvez o jeito seja deixar levar para, quem sabe, abafar um sentimento que cisma em nascer e poder continuar tudo como começou, como uma brincadeira.
Ou seria melhor desenvolver o momento e deixar-se seduzir por um encanto oculto, relevando as diferenças? Sem dicas fica difícil saber.
Mas para ser sincera talvez seja melhor me manter sozinha nas divagações do que envolver alguém, cujos sentimentos desconheço.
Que seja, não daria certo mesmo. Talvez seja melhor seguir em frente...

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